"Motivação, superação e inclusão"
Aprenda a caminhar com Eduardo Torto
Observando o crescimento profissional, financeiro de seus amigos; Eduardo Torto, começa a alimentar um antigo sonho... , mas que muitas vezes as pessoas o desencorajavam, tentando desmotivá-lo, inclusive seus Pais e Familiares nessa possibilidade...
No entanto Eduardo Torto, não se deixou abater, não se sentiu menor, decidiu dar um jeito, um rumo para sua vida, seus amigos evoluíam, adquiriam suas motos, seus carros, mas não o abandonaram pelo contrario, sempre deram um jeito de levá-lo junto.
Posterior a essa evolução material de seus amigos, sempre saiam para desbravar aventuras de adolescentes no colo, na cadeira de rodas, sempre davam um jeito de levá-lo.
Esses rapazes sabem o significado de uma amizade verdadeira, pois “essas pessoas maravilhosas propuseram as melhores aventuras, os melhores momentos; felizes, tristes, de vitórias, de decepções, de vivencia; foram as melhores pessoas que naquele momento de descoberta de si mesmo e do mundo passaram e ficaram fazendo parte do contexto histórico de minha vida. Às vezes dizem, comentam que sou um exemplo de vida, na verdade esses meus amigos são exemplos de seres humanos, exemplo de amizade, de vida e de pessoas com sentimentos vivos, vivenciados pela vida”. Palavras de Eduardo Torto Meneghelli.
Como mostra a quarta foto: Eduardo deitado de atravessado no tanque da moto de um de seus grandes amigos, ‘’Jorge Luís Dalmas (apelido, Bicudo)’’. Literalmente deitado sobre o tanque da moto; sua cabeça ficava apoiada no braço direito de quem pilotava a moto, o braço esquerdo do piloto passava entre as pernas de Eduardo, gerando assim certo equilíbrio. Assim, Eduardo e seus gigantescos amigos curtiam as longas noitadas de Balneário Camboriú – SC.
Na quinta foto, Eduardo fica apoiado de costas em um encosto, denominado de “Santo Antonio”, onde fica sentado e preso por em um sinto de segurança. Essas adaptações eram elaboradas por Eduardo e seus amigos, este “Santo Antonio” esta fixado em outra moto de um grande amigo, irmão; ‘’Luiz Carlos de Souza (apelido; ZOREIA)’’, era desse jeito que ele não ficava nenhum final de semana em casa.
Mas seu sonho, sua persistência, sua vontade de vencer sem perceber sua limitação física, superava as expectativas, onde levaram Eduardo a iniciar uma das maiores conquistas de sua vida, na época.
O grande amigo ‘’Sebastião Uliano (apelido; Macaco)’’ e ‘’Sérgio Kipher (apelido Batata Bug)’’, venderam por um preço simbólico, uma Moto de marca Monark Java, ano 59, como mostra a foto abaixo. Foi de onde Eduardo Torto começou a projetar seu meio de transporte.
Como já comentamos antes, Eduardo quis dar um rumo a sua vida... Como não conseguia trabalhar como qualquer cidadão teve que usar de sua força de vontade de viver e vencer; custe o que custasse. Assim, foi ser vendedor ambulante de Loteria Federal, de parceria com o “Rodolfo...’’, pois não conseguia empurrar sua cadeira de rodas sozinho, onde repartia o lucro das vendas em duas partes iguais; sendo que a parte de Eduardo era dividido mais uma vez com sua Mãe e a outra para comprar peças para a construção de seu triciclo (1984).
Tudo era feito com muito sigilo, pois seus Pais não poderiam nem sonhar que Eduardo Torto estava tentando construir um Triciclo para Ele mesmo pilotar.
No inicio do ano de 1985, quando começou a trabalhar na Contabilidade Objetiva, onde os proprietários eram seus amigos de infância, o ‘’Hamilton Notari (Mito)’’ e “Aquiles Schiramann” (Quile). Eduardo, já estava um pouco aborrecido de tanto ouvir das pessoas, a palavra “não”, pois todos os lugares onde Ele procurava auxilio técnico ou financeiro, para a viabilização da construção de seu Triciclo, sempre falavam a mesma coisa: ‘’ – Eduardo, você nunca poderá dirigir um veiculo, muito menos um Triciclo! ’’.
Como era de praxe, Eduardo primeiro tentava e se realmente percebia que não poderia fazer..., então sim, ele tentava novamente, convencido que isso ou aquilo não seria possível de realizar, fazer, viver; interrompia as tentativas por alguns tempos e incansavelmente ficava persistindo naquela meta desejada. Com o Triciclo a garra pessoal de Eduardo foi mais além; estudou mecânica lendo literaturas especificas (funcionamento de um diferencial – caixa satélite de automóveis), pesquisou muito, perguntou bastante para mecânicos assuntos de suma importância; projetou seu próprio meio de locomoção respeitando sua “limitação física”, no que diz respeito as adaptações necessárias para ele pilotar seu próprio triciclo motorizado.
Um certo dia desses de trabalho, Eduardo comentou algo referente a uma moto Monark Jawa 175 cc, para os donos da contabilidade e seus amigos, durante esta conversa resolveu oferecer a moto para seus novos Patrões. Deixando-os confusos, o que Eduardo fazia com uma moto? Sendo tudo devidamente explicado, os dois por curiosidade perguntaram ao Torto se ele tinha idéia de como construir esse triciclo; a resposta foi aquela; – Tenho tudo em minha cabeça, algumas coisas rabiscadas, pois li muita coisa de mecânica, pesquisei muito.
Aonde esses dois amigos resolveram empreitar esse desafio, ajudar a construir o sonho de Eduardo. Assim foram catando tudo que Eduardo tinha juntado, comprado, que estava guardado um pouco aqui, um pouco ali e levaram tudo para a cidade vizinha, Camboriú – SC, em uma fabrica de tubos, o Eduardo ficou de conseguir emprestado um aparelho de solda elétrica para levar todos os sábados nesta fabrica para iniciarem esse desafio que parecia não ter um fim muito bom, mas Eduardo Torto conseguiu o aparelho de solda elétrica de uma oficina mecânica na Avenida do Estado do senhor Joarez.
Depois de tudo preparado, todos os sábados, Eduardo, Aquiles e Hamilton se encontravam na fabrica, lá também apareciam seus outros amigos, João (Jegue), Heitor (Negão), Bone (Gordo), o Macaco, Bicudo, o Sergio e outros amigos.
Deste modo iniciou-se o Projeto do triciclo com: Aquiles, Hamilton e Eduardo Torto se encontravam quase todos sábados, donde Eduardo parecia estar vivenciando os melhores momentos de sua vida, uma perspectiva invejável de determinação e segurança, participa va em todas as ocasiões.
Durante os dois anos e meio da construção do triciclo, uma única duvida passava na cabeça de todos os três, mas nenhum falava para o outro, principalmente Aquiles e Hamilton nunca comentaram com Eduardo a dúvida que se passava por seus pensamentos.‘’
– Será que Eduardo terá força suficiente em seu braço esquerdo para manejar o guidão do triciclo?’’
Essa pequena duvida que todos tinham, quando desenvolveram o projeto do triciclo, deixava Aquiles e Hamilton desconfortáveis na presença de Eduardo, mas não conseguiam conversar sobre esse assunto com ele, pois a vitalidade transmitida por Ele a cada sábado era de uma pessoa que tinha certeza do êxito de sua imaginação concretizada, assim, eles não conseguiam dialogar com Eduardo a este respeito.
O projeto foi crescendo, criando certa estética desejada, conseguiram, com ajuda de um Torneiro Mecânico, Senhor Amauri Silva, adaptarem um diferencial de carro para que a tração traseira das duas rodas trabalhassem como um automóvel, que tivesse a mesma função nas curvas (de uma roda girar mais rápido do que a outra), funcionou muito bem, como verão nos fotos.
As adaptações foram sendo realizadas de conformidades com as limitações de Eduardo, por mais incrível que pareça o guidão do Triciclo foi o mais fácil de fabricar (idéia de Eduardo), depois o freio, que também foi decidido por Eduardo, que ficou instalado por debaixo do tanque, freando com o joelho direito, impulsionando-se pra frente, todas as adaptações se encontram em fotos.
Em 28 de março do ano de 1987, Eduardo Torto senta no banco improvisado de seu Triciclo, o acelerador também improvisado (um pedaço de pau amarrado ao cabo do acelerador para Eduardo Torto pudesse segurar entre seus dedos), embreagem na cabeça, freios não existiam, a marcha era um alicate de pressão engatado no eixo da marcha.
Deram a partida na moto, Eduardo Torto ansioso, seus amigos falavam sem parar: ‘’ – presta atenção na embreagem, sinta a embreagem, sinta a embreagem, quando sentir a moto começar a andar sinta embreagem, sinta bem a embreagem’’. Quando de repente o Triciclo começou a andar, as lágrimas dos três eram incontroláveis, quando estava chegando a curva para a direita; Eduardo Torto, em meio ao lamaçal, acelerava e o barro subia, fez a curva, andando até acabar a gasolina da garrafa improvisada como tanque. Foi um momento que palavras não são encontradas para descrever tal emoção vivida pelos três.
Dois anos e meio, assistindo uma força interior gigantesca, mas nós tínhamos duvidas; onde Eduardo Torto desde a primeira vez, já se via pilotando sua TRITORTOKA, como assim foi batizada por ele.
‘’TRITORTOKA”: Triciclo de Torto feito de Motocicleta.
A TRITORTOKA, hoje tem 20 anos, mas nesses ultmos vinte ano ela passou por transformações até o Eduardo conseguir alcançar o design desejado por ele.